A propósito do post: de 9/11 o a cirandinha escreveu-me:
" Humm... não querendo meter-me no modo como cada um educa os seus filhos, tenho, no entanto, que te colocar esta questão:Não te parece que isso de a obrigares a andar com as calças molhadas, como forma de punição, pode - eventualmente - ser contraproducente? É que ela pode, por exemplo, fazer a leitura de que não tem mal nenhum, então, fazer-xixi nas calças, entre outras coisas...Apesar da disciplina, da qual sou muitíisimo apologista, é preciso entender que são crianças e não há nenhuma que até hoje não tenha feito isso mais que uma vez... :)Beijinhos*** CirandaPS: Ainda por cima, com o distúrbio que os manos que vêm a caminho trazem, muitas vezes..."
Cirandinha, compreendo perfeitamente o teu ponto de vista, mas esta atitude foi uma atitude pensada, a Beatriz é muito esperta, não desfazendo nos outros meninos. Conheço-a melhor do que ninguém e sou bastante tolerante, já acusada de ser em demasia.
porque é que te digo isto? já tive outras experiências, nomedamente nos posts anteriores, 24/10, há um que escrevo sobre as fraldas do tante e das princesas, esse post refere que a única forma que a Beatriz encontrou para ter essas fraldas também de dia, (porque só as usa de noite), foi fazer xi-xi pelas pernas abaixo.
Nessa altura, dei-lhe um desconto, trocava sempre a roupa, e fazia-lhe a vontade, punha-lhe a fralda, com receio que ela fizesse de novo. Não se tratou de só lhe fazer a vontade, mas tb porque tive receio que se tratasse de um retrocesso.
Foi então, que ao esconder as ditas fraldas nunca mais se repetiu a brincadeira. Raramente perguntou pelas ditas fraldas. Daí, concluí que se tratava de uma manobra de diversão da parte dela. De qualqeur forma, não a puni muito tempo, quem é que consegue levar a punição àvante com a filha atrás a chorar? Claro que depois foi para o banho, e tudo acalmou. Bom, por vezes temos de tomar umas atitudes mais rígidas, algumas resultam, outras nem por isso. Neste caso resultou.
Não sou apologista da nenhum tipo de violência, mas concordo que ás vezes é preciso ter pulso para enfrentar determinadas situações. Acho que essas atitudes não devem ser tomadas a quente, tive várias conversas com ela, e essa atitude foi o culminar de outras. Foi um BASTA!
Entretanto, a propósito do culminar das situações, apresento mais uma história do dia:
A Beatriz adora brincar no banho. È um momento relaxante para ela, a banheira com um bocadinho de água, as suas chaveninhas e pás, baldes, regador e bonecada, é um momento de descontração. Para mim é óptimo, pois entre o chegar a casa, e preparar o jantar, consigo arranjar uns 5 a 10m, para por as coisas em ordem. Vou sempre falando com ela para se sentir acompanhada, e faço constantes visitas à banheira para ver se tudo corre bem, apesar de champos e cremes estarem fora do alcance dela, nunca é demais zelar.
Esses momentos de descontração acabam sempre num ralhete pois a Beatriz acaba por se passar e começa a deitar a água para fora da banheira. Foi durante dias e dias seguidos avisada para não fazer isso, até porque ela faz isso e não quer sair do banho portanto não se trata duma forma de chamar a atenção, nem de querer companhia. Acho que é mesmo um ouvir do xpááás da água a bater no chão, mal viramos costas.
E é tão rápida, que eu mal oiço o primeio xpáás de água venho logo a correr, e oiço mais um e mais outro logo de seguida! a quantidade chega para ensopar duas toalhas!!!
Um dia, após o aviso diário de não deitar água para fora da banheira porque me ía zangar a sério, e que lhe dava uma palmada, ela decidiu ignorar os meus avisos e despejou água para fora da banheira. Fê-lo apenas uma vez, porque depois já tinha uma palmada em cima, claro que chorou e a mim tb me custou. Pois compreendo que seja uma brincadeira engraçada, mas não serve para ser aplicada em casa. Custou-me bastante, mas só me custou nesse dia pois nunca mais voltou a fazer tal brincadeira. E entra no banho e diz : água para ali, não!
Este foi o culminar da situação que me custou bastante pois ainda me recordo da sua cara a olhar para mim cheia de lágrimas.
O facto é que nesta situação pô-la de castigo não iria resultar pois eu ainda tinha de lhe dar banho e vesti-la, e não era passado meia hora que lhe ía dizer que iria ficar de castigo por ter deitado água para fora da banheira, depois de ter ignorado os avisos da mãe.
No entanto, este culminar é de todo o que eu mais detesto, e que me incomóda bastante, sinto-me muito pequenina e só volto ao meu estado de grandeza de 1.70m quando a abraço e silenciosamente lhe peço desculpa por tamanha malvadez..
3 Comments:
:) Antes de mais, obrigada pela tua resposta. A minha resposta vai ser rápida e um pouco à pressão, porque hoje estou com pouco tempo ainda. Mas veremos o que sai daqui.
É evidente que cada coisa tem de ser vista dentro do seu contexto. Uma mãe há de saber sempre melhor do que qualquer outra pessoa, a melhor forma de lidar com a sua criança, bem como os resultados que advêm de este ou aquela reacção. E, claro que ela é esperta. São-o todos, nesta idades. Umas coisinhas tão pequeninas e já, por vezes, tão manipuladoras. E testam por vezes todos os limites, a ponto, muitas das vezes, de nos tirarem do sério. Não fosse eu Mãe de uma cachopa de 3 anos e meio... e poderia ainda andar iludida ou ter menos cabelos brancos! Muahahah ;P
Não queria que ficasses com a impressão que, com aquele meu comentário, sou apologista da educação com base apenas em castigos e "conversas". Também pratico maioritaraiamente isso. Apesar de tudo, digo-te e digo-o a quem queira ouvir: há palmadas que, na hora certa, não perdem nada por ser dadas. É a velha "não-caiu-nenhuma-no-chão", e que dá frutos. Saiba ser aplicada com conta medida e muito discernimento... e o resultado será naturalmente bom.
Não sou da opinião, porém, de que toda a gente tem de educar como eu. Até porque cada criança é diferente e aquilo que resulta para umas, pode - lá está - ser contraproducente para outras. Resa a cada mãe/pai perceber a melhor maneira de lidar com isso!
Beijinhos
*** Ciranda
PS: Cheira-me que isto precisava de uma revisão, mais vai mesmo assim! Dá para entender?;)
claro que concordo contigo, mas haja paciência para os testes dos limites, sempre a testarem-nos... mas são muito queridos, e por vezes dá vontade de virar as costas e de destarmos a rir, mas não pode ser!!!
beijinhos
É o inevitável processo de crescimento. Apesar de tudo, acho que deve ser mais penoso ainda para eles :P
E para além disso... acho que ainda vamos ter muitas saudades destes testes e destes tempos, em geral! ;)
Beijoca
*** Ciranda
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